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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Cotingidae
 Bonaparte, 1849
Subfamília: Cotinginae
 Bonaparte, 1849
Espécie: C. maculata

Nome Científico

Cotinga maculata
(Statius Muller, 1776)

Nome em Inglês

Banded Cotinga


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Crejoá

**Ameaçado de extinção**

Espécie endêmica do Brasil. O Crejoá é uma ave passeriforme da família Cotingidae.

Características

Apresenta o dorso azul-cobalto, partes inferiores púrpura-escuro com colar azul cobalto na região peitoral superior e a maior parte das penas da asa e cauda negras. A fêmea tem coloração pardo anegrada. Têm em média 20 cm de comprimento.

Alimentação

Alimenta-se de frutos. Vive nas copas das matas primáreas residuais ou em matas secundárias adjascentes à procura de frutos. Em Una, na Bahia, a espécie foi registrada associada a bandos mistos de frugívoros, ao lado de Xipholaena atropurpurea, Trogon viridis, Tytira inquisitor, Pachyrhamphus marginatus e Hemithraupis flavicollis em bordas de matas secundárias altas.

Reprodução

Os poucos registros de reprodução apontam para o final do segundo semestre (outubro-novembro). O ninho é uma pequena cesta feita com gravetos, na forquilha de um galho na copa das árvores. Aparentemente, só a fêmea cuida da construção do ninho e do cuidado com os filhotes.

Hábitos

Os seus habitats naturais são florestas tropicais úmidas de baixa altitude. Esta espécie restringe-se à região da Floresta Atlântica, ocorrendo em baixadas com vegetação mais alta e densa. Habita em matas de tabuleiro e na Hiléia baiana, abaixo dos 200m de altitude.

Distribuição Geográfica

Ameaçada de extinção no Brasil, apesar da proteção legal da espécie e das florestas de baixada do Espírito Santo e sul da Bahia. Tamanho populacional reduzido com probabilidade de extinção na natureza em pelo menos 29% em 20 anos ou 5 gerações. A perda de hábitat provocada pelo desmatamento na região do Vale do Rio Doce foi provavelmente o principal fator responsável pela atual ausência de registros da Cotinga maculata no estado nos últimos 50 anos. Aparentemente desapareceu do Rio de Janeiro, mas talvez ainda persista em Minas Gerais, no Parque Estadual do Rio Doce.

Referências

Galeria de Fotos